História - The Gardeners


Formado basicamente por Cliff Morgan (b. 24 September 1977, Welwyn Garden City, Hertfordshire, England, d. 20 June 2014, St. Moritz, Switzerland; vocals), Gregor Stevens (b. 3 November 1977, Northampton, England; guitar), Mike Gradas (b. 20 November 1976, St. Neots, Northamptonshire, England; bass/guitar) e Pat Rudford (b. 22 May 1978, Nottingham, England; drums) no início dos anos 90, os The Gardeners começaram como uma brincadeira descompromissada na cidade britânica de Welwyn Garden City entre Gregor, Mike e Nick Willys (b. 14 March 1978, Welwyn Garden City, Hertfordshire, England; vocals/guitar) quando Mike Gradas ainda morava em St. Neots e ia para Welwyn Garden City visitar seus avós que moravam no mesmo prédio de Gregor Stevens.

Os quatro cavaleiros

Dos encontros esporádicos entre Gradas, Stevens e o vizinho Willys surgiram as primeiras atividades musicais do grupo. Com a mudança de Gradas para WGC, o ingresso de Cliff Morgan e não muito tempo depois a saída de Nick Willys por problemas pessoais ficou praticamente estabelecido o núcleo central do grupo. Nesse tempo as escassas apresentações da banda eram feitas com a improvisação de uma bateria eletrônica. Logo foi constatado que esse não era um método eficiente para shows ao vivo e após um pequeno teste o amigo de Gregor e Cliff, Pat Rudford foi selecionado para a posição fechando aquela que seria conhecida como a formação clássica dos The Gardeners.

Da cidade o nome

A partir de então o grupo passou a se dedicar com mais afinco em sua empreitada musical, tocando covers em festinhas, aniversários e festivais locais e aos poucos introduzindo suas composições próprias, todas elas feitas pela dupla Morgan/Stevens. A constante presença nos eventos da região somada ao relativo sucesso dos singles "Words in the Wind" e "Christiane" seduziu o micro-agente artístico Chris Bodan que após uma série de falsas promessas feitas por outros empresários finalmente levou o grupo para testes em gravadoras. Depois de algumas recusas a banda foi aceita pela Virgin Records, selo da EMI Records, que lançou aos rapazes o desafio de gravar um primeiro disco pelo selo Parlophone (outra subsidiária da EMI) e atingir a marca de 125 mil cópias vendidas para ter contrato assinado com a Virgin. Como até aquele momento os rapazes não haviam pensado em nenhum nome para o grupo, a gravadora sugeriu The Gardeners por remeter à cidade de origem da banda.

Um contrato por 150 mil cópias

O álbum de estréia The Gardeners Grow Up de 1999 é composto na sua essência por rock no formato guitarra-baixo-bateria e uma ou outra inserção de teclado. Tendo como carro-chefe ‘Words in the Wind’ e ‘Christiane’, o disco vendeu o suficiente para que os Gardeners conseguissem fechar o contrato com a Virgin. Muito do relativo sucesso obtido pelo trabalho foi conquistado graças a turnê que a banda realizou pelo Reino Unido durante um ano. Com tranqüilidade e retaguarda necessária para poderem seguir carreira, os Gardeners caminharam para o hard-rock em seu segundo disco, Migraine Boy de 2001. Nessa época firmou-se uma longa parceria com o produtor Gary Brodan que duraria até o fim da turnê Yellow Cover. Ancorados na faixa-título que chegou a alcançar o Top 10 no Reino Unido, a banda realizou o seu primeiro giro pela Europa e Estados Unidos, passando pelo Japão e Austrália no ano seguinte. Já no fim da turnê o músico de apoio e espécie de quinto elemento do grupo, Brian Stanley, foi detido na Nova Zelândia portando cocaína e heroína.

O salto

Decididos a se diferenciar no cenário musical, os Gardeners deixam o hard-rock um pouco de lado para investirem em novos sons. Nessa mesma época cresce o consumo de drogas por parte de Cliff e Gregor que involuntariamente acabam conduzindo o quarteto a um tipo de música mais experimental com influências do rock psicodélico dos anos 60 e do rock progressivo dos 70. O resultado é o altamente aclamado The Human Obiciclity is same to Transciding of the Nestery que em muito supera as expectativas de um grupo que até aquele instante não havia demonstrado nada de excepcional. Mas apesar da pompa de álbum ‘cult’ que The Human ... recebeu principalmente nos EUA, foram as faixas comerciais que alavancaram o disco para as 8 milhões de cópias vendidas em todo o mundo. ‘Strange Sentences’ foi Top 5 na Europa e Top 10 na América e ‘Three Princesses on the Heaven’ o primeiro Top #1 na Europa. Além dessas, outras faixas merecem destaque como ‘The Pirro’s Victory’ primeira música de Mike Gradas e ‘Singin’ Stopless’ com seus intermináveis 11 minutos de duração. O sucesso do álbum levou os Gardeners a uma bem-sucedida turnê mundial embora houvessem alguns contratempos como uma declaração de Morgan simpática ao IRA e um ataque de neo-nazistas numa apresentação em Berlim.

Arroz de festa

Sucesso de público e crítica na Europa e já com um pé fincado na América, o empresário Chris Bodan promoveu uma estratégica mudança dos Gardeners para os Estados Unidos o que deu início a uma série de conflitos internos entre ele e a dupla Cliff Morgan/Gregor Stevens contrária a mudança para a Califórnia. Derrotados nesse embate, Cliff e Gregor assim como seus companheiros Mike e Pat se tornaram figuras amplamente difundidas no país compondo a música-tema do filme do agente 007, participando do disco em homenagem aos 50 anos do rock n’ roll e até aparecendo num episódio da série Os Simpsons.

Ao lado dos gigantes

Rodeados pela badalação da mídia, os Gardeners partem para a gravação de um novo álbum em 2005 não sem antes passar por uma fase conturbada durante as sessões. A agressão de Cliff Morgan a um jornalista que espionava os ensaios bem como suas entrevistas polêmicas e o acidente de carro de Gregor Stevens passaram a imagem de uma banda irresponsável que não estava preparada para o sucesso. Buscando contrariar essas opiniões, os Gardeners lançam The Man of Yellow Cover um disco desde a sua concepção caracterizado pela orientação comercial que ficou por semanas no topo das paradas nos EUA e Europa e foi consagrado como o álbum do ano. Contendo canções que se transformaram em hits instantâneos como ‘The Man of Yellow Cover’ (Top #1 nos EUA e Europa), ‘Flying High’, ‘Discover My Secret’, ‘Delirium From Thinking’ e ‘Black Hell’ gerou a mega-turnê Yellow Cover Tour que colocou os Gardeners no mesmo nível das maiores bandas de rock do mundo. Embora enchessem estádios em todas as apresentações o gigantismo da turnê ocasionou alguns problemas durante a passagem pelos Estados Unidos como o impedimento de realizar um show em Salt Lake City por porte de maconha o que gerou uma discussão sobre o direito de artistas consumirem drogas durante as apresentações, retaliações por parte de Cliff em San Francisco e um racha entre ele e Gregor em Dallas. Depois de passar pelos 5 continentes os Gardeners concluíram sua excursão na Europa com mais uma confusão em Barcelona e dois antológicos concertos no estádio de Twickenham.

Nova ordem

Logo após o final da Yellow Cover Tour drásticas mudanças influem no futuro dos Gardeners. Cliff Morgan se apaixona pela jornalista Yanna Mason e começa a se distanciar gradualmente dos demais companheiros, Mike Gradas sempre ofuscado pelo brilho da dupla Morgan/Stevens resolve deixar o grupo e o empresário Chris Bodan é preso sob acusação de sonegação de impostos e enriquecimento ilícito sendo substituído pelo norte-americano Anthony Johnson que até então era o representante comercial da banda. O resultado é que o vídeo Yellow Cover Tour que cobre a turnê do álbum anterior e o CD The Gardeners Still Live decepcionam nas vendas.

A queda do império

A ausência de Bodan no comando dos Gardeners acaba alimentando uma crescente rivalidade interna entre Cliff e Gregor que passam um ano em trabalhos paralelos e vão ampliando os seus domínios nos Gardeners. Isto fica bem claro em The Time’s Over último trabalho de estúdio, em que Stevens assina a produção e Morgan dirige o vídeo-clipe de algumas faixas do disco. Apesar da batalha velada entre Cliff e Gregor, também alimentada pelo indevido retorno de Nick Willys que substituiu Gradas, The Time’s Over consegue ser um álbum com qualidades embora demonstrasse um tom mais amargo na maioria de suas canções como a faixa-título e ‘Tales and Stories’. A The Time’s Over Tour funciona praticamente como uma despedida não-oficial da banda, ocasião em que é gravado The Gardeners Unplugged (que seria lançado em janeiro de 2010) para a MTV no Paris Theatre. Após terminarem a excursão fica a dúvida sobre o prosseguimento dos Gardeners que finalmente é esclarecida quando em 20 de novembro de 2009 é anunciada oficialmente a dissolução do grupo.

Cada um na sua

A separação dos Gardeners parece funcionar como um alívio para os ex-integrantes. Embora permanecessem com o clima de guerra particular, tanto a carreira-solo de Cliff Morgan (cada vez mais sob influência de Yanna Mason) como Gregor Stevens em seu novo conjunto Alcoholic Blues Band e até Mike Gradas, que já havia deixado a banda à algum tempo e estava com os UK Rangers, conseguem dar seqüência a carreiras relativamente estáveis apesar de nem de longe repetirem as vendagens e o sucesso dos tempos de Gardeners.

Espólio que vale ouro

A morte de Cliff Morgan em 2014 encerra de vez as remotas esperanças de que os Gardeners pudessem retornar. Dá-se então início a uma intensa disputa judicial entre Yanna Mason e os outros três ex-gardeners sobre direitos autorais relativos à banda. Apesar disto a força da marca The Gardeners prova que permanece inabalável e três anos depois com o fim do caso e a liberação do catálogo do grupo é lançado o álbum-duplo, DVD, livro e documentário The Gardeners Anthology, coletânea que inclui grandes sucessos, covers, gravações raras e a faixa inédita ‘For You Come Back’ a última parceria da dupla Morgan/Stevens.

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